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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Bebê com ossos de vidro: 1 a cada 30 mil com essa doença grave



A estatística é pequena (1 a cada 30 mil 
é equivalente 0,0003% dos bebês) mas para
 os pais que tem um bebê nascido com ossos de vidro 
(osteogenesis imperfeita) o número é bem doloroso.
A Osteogenesis imperfeita ( em latim osteogenesis imperfecta)
 ou mais popularmente “ossos de vidro”  
tem como característica as constantes 
fraturas que a criança sofre.
O ossos de vidro é uma doença de origem genética, 
que pode se manifestar de forma leve ou grave –
 nessa última forma de manifestação muitos bebês
sequer resistem ao parto por nascerem com 
múltiplas fraturas sofridas dentro do útero materno.
 A forma grave da doença pode ser detectada 
durante a gravidez através de uma ecografia.
O osso de vidro ocorre porque o perfil do osso 
não é formado adequadamente, já que a doença causa
 alterações na produção do colágeno, importante
 para a resistência dos ossos, e as fraturas começam
 a aparecer com pequenos acidentes que normalmente
 não chegariam a quebrar um osso, mas na criança
 que tem o problema, uma simples pancada pode 
provocar fraturas graves.
A criança que tem o problema, além de ter os ossos
 frágeis, tem o branco do olho azulado e pode 
apresentar uma surdez precoce, devido aos ossos do
 ouvido, que ao serem fraturados provocam perda
 da audição. Os ossos de uma pessoa com 
Osteogenesis são arqueados e os dentes não 
conseguem se formar corretamente, porque 
também são frágeis.

Consequências dos ossos de vidro para os bebês

Com a quebra dos ossos, muitos bebês demoram a
 se desenvolver – andar, firmar a cabeça, 
sentar demoram mais e todo cuidado deve ser
 tomado para evitar fraturas porque o local 
é engessado e com a imobilização e sem a
 movimentação da parte afetada, 
ocorre uma demora de desenvolvimento.
A quebra dos ossos traz uma consequência: 
o encurvamento dos ossos longos como os da coluna,
 pernas e braços. Além do sintoma aparente da fratura,
 a doença pode se manifestar através 
da esclerótica azulada, dentes acinzentados,
 formato do rosto triangular, deficiência auditiva,
 dificuldade de locomoção, compressão do coração
 e pulmões (em casos graves), sudorese 
e fragilidade muscular.

O ossos de vidro e a vida de um adulto

Um pessoa consegue conviver com a Osteogenesis imperfeita,
 tudo vai depender do grau de manifestação da doença,
 que pode trazer algumas complicações,
 como a baixa estatura (nanismo) ou a dificuldade em andar.
O tratamento vai depender de cada caso. 
Atualmente existe a fisioterapia,
 colocação de aparelhos ortopédicos,
 cirurgia e medicação, mas as formas de se tratar
 serão decididas pelo médico,
 após uma avaliação criteriosa.
No fim da adolescência as fraturas são menos frequentes,
 como se a doença regredisse um pouco,
 mas os cuidados e o tratamento continuam por toda a vida.

Medicamento para osteogenesis imperfeita

Um medicamento utilizado para tratar a osteoporose
 pode ajudar a diminuir o número de fraturas
 em crianças que sofrem da chamada 
síndrome dos “ossos de vidro”. 
A esperança de cura para a doença
 foi anunciada pelos cientistas do Reino Unido
 depois de testarem o remédio em mais de 50 crianças
 pacientes em hospital norte da Inglaterra.
Os pesquisadores estabeleceram que 
com uma dose semanal de apenas dois miligramas
 de risedronato, droga utilizada contra a osteoporose,
 pode-se reduzir o risco de fraturas
 provocadas pela doença.

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