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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Adolescente com síndrome em articulações pinta com a boca



                                                  A síndrome afeta as articulações de maneira geral, mas no caso da jovem, os sintomas são piores nos tornozelos e mãos. Foto: Reprodução/BBC Brasil
A síndrome afeta as articulações de maneira geral, mas no caso da jovem, os sintomas são piores nos tornozelos e mãos
Uma estudante que temia ter de abandonar as aulas de pintura por causa de uma síndrome que afeta suas juntas aprendeu a pintar com a boca e obteve nota máxima em seus exames finais. Heather Purdham, 17 anos, fazia o curso médio na escola para meninas Westcliff High School for Girls, em Westcliff, no condado de Essex, Inglaterra. Em dezembro do ano passado, ela descobriu que sofria de Síndrome de Hipermobilidade Articular.
Pessoas que sofrem dessa síndrome apresentam mobilidade excessiva em suas articulações, o que as torna vulneráveis a lesões, além de provocar dor. Para Purdham, o simples ato de segurar uma caneta ou um pincel pode ser extremamente doloroso.
O diagnóstico da síndrome só foi feito no ano passado, mas a estudante percebeu que algo estava errado assim que iniciou as aulas no curso médio, onde o volume de trabalhos escritos que tinha de fazer era muito maior.
A síndrome afeta as articulações de maneira geral, mas no caso da jovem, os sintomas são piores nos tornozelos e mãos. "Eu chorava sentada na aula de pintura, sentia tanta vergonha", disse.
Purdham contou que o professor a chamou para uma conversa e lhe disse: "Se não quiser, não precisa fazer essa matéria, mas você é talentosa e tenho certeza de que pode achar um jeito de lidar com isso".
"Inspiração tremenda"
Primeiramente, Purdham tentou segurar o pincel entre os dedos do pé. Depois, inspirada na artista Alison Lapper, que nasceu sem braços, a adolescente experimentou pintar usando o pincel com a boca.
Foi então que percebeu que conseguia pintar com pinceladas bruscas. "Achei que (a pintura) ficava ótima", contou. E se deu conta de que não teria de abandonar as aulas de artes. "Fiquei extasiada", disse. "Só porque você tem uma deficiência, não significa que você tem de parar de fazer algo", afirmou.
"Acho que sempre há maneiras de você se adaptar, mesmo que não seja a forma convencional de fazer as coisas". O professor de artes de Purdham, Peter Vinten, disse que a pintura que ela fez como trabalho de conclusão do curso encheu os outros alunos "com admiração".
Ele descreveu a aluna como "uma inspiração tremenda" e elogiou o "controle da cor e da forma" em seu trabalho. Purdham fez os exames escritos das outras matérias do curso médio usando um computador, alcançando nota máxima em todas. Agora, ela vai estudar Psicologia na University of York, no norte da Inglaterra, e espera se especializar em psicologia pediátrica - mas disse que pretende continuar a pintar.
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