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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Portadora de "Ossos de vidro" afirma ter sido discriminada em unidade de saúde.


Paulo Rogério
Rádio CBN Vitória (93,5 FM | 1.250 AM)
foto: Paulo Rogério
Posto de saúde de Andorinhas, em Vitória, onde funcionária diz ter sofrido discriminação - Foto: Paulo Rogério
Posto de saúde de Andorinhas, em Vitória, onde funcionária diz ter sofrido discriminação
A fonoaudióloga Débora Eler Rossow, 33 anos, portadora de deficiência física, que trabalha há dez anos na unidade de saúde de Andorinhas, em Vitória, afirma ter sido alvo de discriminação, no local de trabalho, por parte de uma equipe de publicidade da Prefeitura de Vitória. A servidora foi comunicada pela equipe de gravação que não poderia aparecer no vídeo que mostraria o atendimento nas unidades de saúde do município.
Havia cerca de 40 funcionários no posto de saúde, além de alguns pacientes. Todos ficaram revoltados, de acordo com a servidora. Os funcionários resolveram suspender os trabalhos, enquanto a equipe de gravação permanecesse na unidade de saúde. As filmagens seriam realizadas na tarde desta terça-feira (03), mas foram suspensas.
Débora Rossow sofre da Síndrome de Osteogênese Imperfeita, popularmente conhecida como 'Doença dos Ossos de Vidro', que dificulta o desenvolvimento corporal dos portadores. Débora possui uma baixa estatura. A fonoaudióloga afirma que tomará medidas judiciais contra a Prefeitura de Vitória.
"É inacreditável que uma coisa dessas aconteça. Eu não consigo acreditar até agora. Acontecer isso justamente em uma administração que fala em 'Vitória para Todos'. Minha ficha não caiu ainda", declarou.

Uma das pessoas que presenciou toda a movimentação e que foi solidária à fonoaudióloga é a comerciante Luciana Lima, 41. "Ela é uma pessoa maravilhosa e nunca destratou ninguém. Uma coisa dessas é muito revoltante", afirmou.
O outro lado

A Prefeitura de Vitória informou, por meio de nota, que adotou as devidas providências para apurar os fatos e identificar se houve, por parte da empresa prestadora de serviço, qualquer abordagem ou comportamento divergente das políticas públicas de igualdade praticadas por esta Administração.

Caso seja comprovado que houve ação discriminatória, a Secretaria de Comunicação, juntamente com as secretarias municipais de Saúde e Cidadania e Direitos Humanos, adotará as medidas cabíveis.

Por fim, a prefeitura afirma que pauta sua atuação e seus instrumentos de comunicação pelo comportamento ético, respeito ao próximo e tratamento igualitário, considerando em seus produtos institucionais a plena diversidade de perfis dos moradores de Vitória.
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