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sábado, 13 de outubro de 2012

Mulheres têm mais dores nas costas que os homens



A maior parte das queixas de dor nas costas hoje em dia vêm do sexo feminino. Vários fatores influenciam para essa situação: uso constante de saltos altos, má postura no trabalho, falta de exercícios físicos, gravidez, doenças, estresse, entre outras condições que fazem com que a mulher esteja mais propensa a sofrer com esse tipo de problema. A modernidade e a chegada da mulher ao mercado de trabalho também contribui para esses fatores porque hoje a maioria das mulheres tem sua rotina intensificada com os cuidados com a família, filhos, trabalho (muitas trabalham em escritórios e passam o dia inteiro sentadas), além de agravantes como o uso do salto alto em atividades diárias.
As estatísticas evidenciam em mulheres um aumento na incidência de hérnias de discos e lesões da coluna relacionadas ao mercado de trabalho. O neurocirurgião especializado em coluna Marcelo Perocco explica que o uso constante do salto é muito prejudicial à coluna. O corpo humano tem um eixo que vai da cabeça ao centro da bacia, que se denomina Balance Sagital, e a utilização do salto alto favorece o desbalanço deste eixo, sobrecarregando a coluna da mulher. “Quanto maior a altura do salto, mais o quadril se pronuncia para trás, prejudicando a coluna. A curto prazo o uso de saltos pode gerar só dores lombares, mas se a coluna for exposta diariamente a esse esforço ela pode sofrer um desgaste maior, podendo gerar problemas mais graves no futuro, como uma hérnia de disco”. – alerta o especialista.
Além dos fatores acima outros que afetam a coluna das mulheres são:
- Estresse emocional: Ligeiramente mais comum nas mulheres a dor cervical pode ser causada por estresse emocional.
- Seios grandes: Os seios muito grandes e pesados podem contribuir para o stress na coluna causando até deformidades. Nestes casos a redução mamária precisa ser considerada.
- Ciclo menstrual: Por conta das alterações hormonais o ciclo menstrual pode causar dores nas costas, principalmente musculares.
- Osteoporose: As mulheres são muito mais propensas a desenvolver osteoporose que os homens. Os ossos femininos são naturalmente mais finos e leves e a osteoporose tem maior probabilidade de ser geneticamente transferida para a filha mulher do que para o filho homem. Microfraturas da coluna ocorrem na osteoporose, sendo a fonte de dor na coluna e no quadril.
- Fibromialgia: Muito mais comum em mulheres que em homens essa doença reumatológica acomete mulheres com dores intensas em todo o corpo.
- Artrite na coluna afeta mulheres e homens mas como as mulheres tem um esqueleto anatomicamente mais frágil, os resultados da artrite acometem mais o sexo feminino.
- Câncer de mama e pulmão podem causar dores na coluna torácica e lombar alta, e quando aparecem dores nessa região que não estão relacionadas a esforços físicos ou traumas, estas doenças devem ser excluídas.
- Gravidez também é um fator contribuinte para o maior número de mulheres com dores nas costas, principalmente no terceiro trimestre da gestação. Muitos estudos relatam que mais de 50% das gestantes sofrem com problemas na coluna durante a gravidez. Isso ocorre pelas mudanças estruturais que acontecem no corpo feminino. Com o crescimento do bebê o centro de gravidade da gestante se desloca para frente e para compensar ela se curva para trás, causando a lordose.
Segundo o neurocirurgião Marcelo Perocco o ideal seria que cada mulher entendesse as necessidades de seu corpo, evitando situações que lhe causem dor, como o uso do salto alto por exemplo, que deve ser evitado quando possível. “A prática de exercícios físicos e fortalecimento muscular, além de uma alimentação saudável também evita problemas na coluna. E dores em períodos como a gravidez por exemplo podem ser amenizadas com exercícios leves, além de geralmente desaparecerem depois do nascimento do bebê.” – finaliza o neurocirurgião.

Dores nas costas podem ser sintoma de câncer na medula, alertam médicos



Sintomas são ligados ao mieloma múltiplo, quatro vezes mais comum que a leucemia.
Exame simples de sangue pode detectar a doença e atacá-la em sua fase inicial.


Dores fortes nas costas podem não significar um mero problema ortopédico. Esse tipo de sintoma também está ligado ao mieloma múltiplo, um câncer que atinge a medula óssea, atacando as células produtoras de anticorpos. Embora pouco conhecida, a moléstia registra mil novos casos por dia no mundo, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, sendo quatro vezes mais comum que a leucemia.

Além das dores lombares (localizadas principalmente na coluna e nas costelas), o mieloma múltiplo pode ocasionar anemia, problemas renais e fraturas sérias, ligadas ao desgaste nos ossos que o câncer na medula produz.  O paciente também pode ficar com o sistema de defesa do organismo enfraquecido e sofrer muitas infecções -- o que é de esperar, já que a doença atrapalha o bom funcionamento das células de defesa da medula óssea.
 Por tudo isso, os especialistas aconselham um cuidado maior na hora de procurar ortopedistas, fisioterapeutas ou reumatologistas com queixa de dores nas costas. É importante que esses profissionais, por medida de segurança, solicitem um exame de sangue para avaliar a possibilidade de mieloma múltiplo. Um dos exames recomendados para isso é o de eletroforese de proteínas séricas, que identifica um excesso de proteínas no sangue o qual pode estar ligado à doença.

O ideal é que os pacientes sejam identificados precocemente -- nos Estados Unidos, 40% dos que sofrem de mieloma múltiplo descobrem o problema durante exames de rotina. Como a doença afeta cada paciente de forma diferente, o tratamento é individualizado, mas pode incluir quimioterapia e transplante de medula, além de remédios contra a anemia e contra a fragilidade dos ossos.

Mais informações sobre a doença podem ser encontradas no site da International Myeloma Foundation (IMF) Latin America ( www.myeloma.org.br ), organização que busca congregar médicos e pacientes na busca de alternativas mais eficazes contra a doença. No endereço eletrônico também é possível solicitar gratuitamente um kit informativo sobre mieloma.

 Teste simples
A presidente da IMF Latin America, Christine Jerez Telles Battistini, conhece o problema de muito perto. Sua mãe era portadora da doença e morreu há três anos, uma década após o diagnóstico durante exames de rotina. "A expectativa de vida dos pacientes nos Estados Unidos é de dez anos, enquanto no Brasil é de três a quatro anos, justamente pela falta de uma detecção precoce da doença", conta ela.

O teste que ajuda a indicar a presença da doença é simples, coberto por planos de saúde e feito também pela rede do Sistema Único de Saúde. Segundo Battistini, ele é apenas um pouco mais caro que um hemograma tradicional. "A nossa luta é para que ele seja incluído em todos os check-ups regulares de saúde", afirma.

A doença, por enquanto, não pode ser curada -- apenas controlada. "Com a detecção precoce e o tratamento adequado, ela pode se tornar uma doença crônica, como a diabetes", diz Battistini.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

11 DE OUTUBRO-DIA DO DEFICIENTE FÍSICO....



Pela ordem, as deficiências mais comuns são visual, motora, auditiva e mental.
Multiplicam-se as iniciativas de apoio ao deficiente e defesa de seus diretos.

 A luta de todos nós pelo aumento das condições de acessibilidade nas ruas,
 calçadas, prédios, pontos turísticos, áreas de lazer, meios de transporte
 e até no ambiente digital, entre outros, representa um grande exemplo de solidariedade.

O acesso dos deficientes à cidadania,
 à educação e ao mercado de trabalho, 
de forma a impedir que suas incapacidades 
encubram suas habilidades,
 é também uma questão de respeito ao ser humano. 

Afinal, somos todos diferentes, mas temos igual direito à dignidade.

Os deficientes físicos no Brasil


De acordo com o Censo realizado em 2006, há no Brasil aproximadamente 24,6 milhões de pessoas portadoras de deficiências. Destas, 9 milhões são portadoras de algum tipo de deficiência física. Os números são expressivos e mostram o quanto é importante realizar campanhas de conscientização e inclusão social.

Os deficientes físicos convivem com as limitações. Os cadeirantes, por exemplo, não conseguem se deslocar pelas ruas com segurança e também possuem dificuldades para ter acesso ao transporte público, pois não há rampas e outras estruturas que facilitem a locomoção.
526499 11 de outubro Dia dos Deficientes Físicos 1 11 de outubro: Dia dos Deficientes FísicosÉ necessário criar condições que facilitem a rotina do portador de deficiência física. (Foto:Divulgação)
A sociedade também não se adaptou as condições dos deficientes visuais. Eles enfrentam grandes dificuldades para conquistar a independência, afinal, não conseguem escolher os produtos no supermercado e nem ler o menu do restaurante para optar por um prato. Para solucionar o problema, seria viável investir no Braille (linguagem universal para cegos) em diferentes tipos de situações.
As crianças e os adolescentes que são portadores de alguma deficiência física também não contam com escolas preparadas para atendê-los. Muitas instituições ainda não estão prontas para atender a demanda de deficientes e formá-los, tanto para a sociedade, como também para o mercado de trabalho.
O Governo não tem apenas o compromisso de facilitar a rotina dos portadores de deficiências físicas. Sua função em prol destas pessoas também é de conceder oportunidades para o crescimento e valorização dentro da sociedade. Os deficientes devem contar com chances para ingressar no mercado de trabalho, estudar e participar ativamente de projetos, dentro das suas condições.

A situação está melhor

526499 11 de outubro Dia dos Deficientes Físicos 3 11 de outubro: Dia dos Deficientes FísicosDaniel Dias ganhou medalha de ouro na natação. (Foto:Divulgação)
Em comparação aos anos anteriores, a sociedade melhorou muito no que diz respeito ao tratamento e convívio com os portadores de necessidades especiais. Hoje, já é possível encontrar estas pessoas trabalhando em empresas graças às leis que obrigam a concessão de vagas para deficientes.
Além de provar sua capacidade no mercado de trabalho, o deficiente físico brasileiro também tem surpreendido com a sua atuação no esporte. As paraolimpíadas representam o melhor exemplo de determinação, pois os atletas brasileiros sempre se superam e enchem o país de orgulho. Nos últimos jogos, que aconteceram em Londres, a delegação paraolímpica do Brasil conquistou 43 medalhas e ficou na 7ª posição do ranking geral.

Dia Nacional da Pessoa Portadora de Deficiência Física 11 de Outubro




A vida para uma pessoa portadora de deficiência física não é nada fácil. Se para pessoas sem qualquer problema físico, o dia-a-dia já é uma experiência estressante, imagine para quem depende de adaptações ou da ajuda de terceiros para se locomover. São muitos, aliás, os obstáculos enfrentados pelas pessoas portadoras de deficiências - de ordem social, política, econômica e cultural e não só os do cotidiano - distanciando-os bastante de conseguirem chegar ao ideal pretendido pelas Nações Unidas de "Participação Plena e Igualdade".
Isto porque o ponto crucial da questão estaria na relação entre o indivíduo e uma sociedade com padrões definidos, que alimenta a separação, ao tratar de forma inadequada os limites e as diferenças do outro. A anomalia se instala, quando não é dado um mínimo de condição às pessoas portadoras de deficiência de exercer o convívio em comunidade, incluindo aí aspectos fundamentais na vida de qualquer um, como educação, trabalho, habitação, segurança econômica, pessoal etc. Bom ressaltar que as pessoas portadoras de deficiência reivindicam a eliminação dos impedimentos a uma vida normal - o simples ir e vir, por exemplo - da mesma maneira que não esperam nenhum tipo de paternalismo ou piedade.
Esta via de conduta, inclusive, seria para eles algo ruim, uma vez que enfatiza o preconceito e estimula a exclusão, ao invés de inseri-los no meio social. Acabam sendo tratados, assim, como um problema e não como cidadãos que possuem seu potencial criativo ou de produção. Dia 11 de outubro, as pessoas portadoras de deficiência física só desejam uma coisa de nós, sociedade: oportunidades e tratamento iguais.
Já andou pelas ruas da cidade? Percebeu que algumas calçadas são elevadas e que há pouquíssimas rampas de acesso a lugares mais altos? Que os motoristas no trânsito costumam ser estressados e o pedestre pouco respeitado? Ele, também, impaciente, nervosinho? E que em vias de maior velocidade e poucos sinais, existe uma ou outra passarela para facilitar a travessia? E os banheiros públicos, percebeu o aperto? Tamanho de elevadores - da maioria, pelo menos - tem cabimento?
Agora, passe isso tudo para uma pessoa portadora de deficiência e multiplique por três. Imaginou? Então. Pois é exatamente isto que você pensou o resultado da soma de obstáculos enfrentados por uma pessoa portadora de deficiência física na rotina do ir e vir. Ou seja, dá para notar que para uma pessoa com limitações físicas, a simples locomoção pelas ruas não é nem um pouco confortável.
Algumas cidades do país já demonstram sensibilidade nesse sentido, tomando providências para facilitar a vida dessas pessoas, mas são raras. O município de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, por exemplo, adotou uma medida louvável. Para cada sinal de trânsito, foram adaptadas rampas nas calçadas, para que pessoas em cadeiras de rodas se locomovam mais livre e independentemente de ajuda.
É um começo.
Talvez por isso não seja coincidência que a sede do Comitê Paraolímpico Brasileiro tenha sido instaurada naquela cidade. Um outro começo.

O ESPORTE COMO EXEMPLO

Nada melhor do que o esporte para quebrar visões deturpadas de que pessoas portadoras de deficiência física são um estorvo ou problema para a sociedade. No lugar do sentimento de piedade, aliás, deveria ser posto o de colaboração, educação e civilidade. Ou seja, a consideração a ser dispensada a uma pessoa portadora de deficiência teria de ser a mesma que deveríamos dispensar a qualquer pessoa não portadora.
Pois qual a diferença entre atletas "medalha de ouro" no basquete - no caso de serem paraplégicos ou não - senão a cadeira de rodas? Objeto externo à pessoa, que não a qualifica. Ambos superaram seus limites e deram o seu melhor. Ambos são primeiro no pódium. Da mesma forma, um mendigo portador de deficiência e um outro sem limitações físicas precisam igualmente de nossa solidariedade. Não há melhor ou pior, nos dois casos.
E a prova, em se tratando do esporte, se dá na quantidade de medalhas que os atletas paraolímpicos brasileiros trouxeram para o país competindo em disputas internacionais.
Bom lembrar que os Jogos Paraolímpicos acontecem desde 1960, sendo que o primeiro foi realizado em Roma, na Itália, com a participação de 23 países e 240 atletas. O Brasil competiu pela primeira vez no ano de 1972. Nos Jogos Paraolímpicos de Seul, em 1988, a delegação nacional obteve 27 medalhas, sendo quatro de ouro, dez de prata e treze de bronze. Na de Atlanta, em 1992, 21 medalhas - duas de ouro, seis de prata e 13 de bronze. E nas Paraolimpíadas de Sidney 2000, na Austrália, o Brasil conquistou 22 medalhas: seis de ouro, dez de prata e treze de bronze.
Mas foi em 2004 que o Brasil obteve seu melhor desempenho nas Paraolimpíadas. Os jogos foram realizados em Atenas, durante onze dias de competições, das quais nosso país conseguiu 33 medalhas! Foram 14 de ouro, 12 de prata e sete de bronze. Em relação aos outros países, o Brasil ficou em 14º lugar no quadro de medalhas em Atenas. O primeiro lugar coube à China (63 ouros, 46 pratas e 32 bronzes), seguida por Grã-Bretanha e Estados Unidos.
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

11 DE OUTUBRO-Dia Nacional da Pessoa Portadora de Deficiência Física


11 de Outubro

Dia Nacional da Pessoa Portadora de Deficiência Física

MANUAL DE ATENDIMENTO

Cuidado é bom.
Mas na medida certa.
O Governo Federal criou o Passe Livre para Pessoas Carentes Portadoras de Deficiência em viagens interestaduais. Com essa medida, o número de passageiros com deficiência certamente vai crescer. E todos os funcionários precisam estar preparados para receber esses novos clientes. É você quem vai atender, orientar e acompanhar esses passageiros na estação de embarque, no transporte e no desembarque. Ofereça a sua ajuda, mas não exagere. Se for preciso, pergunte ao passageiro como você pode auxiliá-lo. Trate o portador de deficiência como um passageiro normal e não como um incapaz. Cuidado é bom. Mas na medida certa. Neste manual, você vai encontrar algumas dicas básicas de como atender a um portador de deficiência. Leia com atenção, use o bom senso e faça sua parte. Ajude a fazer do Brasil um país mais solidário.
Assentos e bagagens
Os assentos reservados para os portadores de deficiência devem estar, de preferência, na primeira fila das poltronas.
Os acompanhantes devem ser instalados em poltronas próximas às dos portadores de deficiência.
A bagagem e os equipamentos especiais devem ser transportados gratuitamente.
Os equipamentos indispensáveis à locomoção da pessoa portadora de deficiência devem ser transportados em lugar adequado e de fácil acesso.
Dicas de Comportamento
1. Deficiência mental
A pessoa com deficiência mental, na maioria das vezes, é carinhosa, disposta e comunicativa.
Não use palavras como "doentinho" ou "maluquinho", quando se referir a um portador dessa deficiência.
Cumprimente-o normalmente.
Quando for uma criança, trate-a como criança. Se for adolescente ou adulto, trate-o como tal.
Dê atenção. Expresse alegria e converse com ele até onde for possível.
Evite superproteção. Ajude somente quando for necessário.
A pessoa portadora de deficiência deve tentar fazer tudo sozinha.
2. Paralisia cerebral
Em geral, a pessoa com paralisia cerebral é inteligente e sensível.
Ela sabe que é diferente dos outros.
A pessoa com paralisia cerebral faz gestos faciais involuntários, anda com dificuldade ou, às vezes, não anda.
Não se impressione com seu aspecto. Comporte-se de forma natural. Ela merece todo seu respeito.
Você pode ajudá-la a seguir seu ritmo. Se não entender sua fala (ela pode ter problemas na fala), peça que repita.
3. Deficiência visual (pessoa cega)
Não se intimide em usar palavras como "cego", "ver" ou "olhar".
Os cegos também as usam.
Ofereça ajuda quando perceber que há necessidade.
Peça explicações ao cego como ele quer ser ajudado.
Para guiar uma pessoa cega, ofereça seu braço. Nunca a oriente pelo pescoço.
Oriente a pessoa cega para evitar obstáculos – meios-fios, degraus e outros.
Ao explicar direções a um cego, seja o mais claro possível.
Fale sobre os obstáculos à frente.
Indique as distâncias em metro.
Se não souber direcionar a pessoa cega, seja honesto. "Eu gostaria de ajudar, mas não sei como".
Ao guiar um cego para uma cadeira, direcione suas mãos para o encosto. Informe-o se a cadeira tem braços ou não.
Em lugares estreitos para duas pessoas passarem, ponha seu braço para trás. Desta forma, a pessoa cega pode segui-lo com menor dificuldade.
4. Deficiência auditiva (pessoa surda)
Não grite diante de uma pessoa com deficiência auditiva.
Fale em tom normal, a não ser que ela peça para levantar a voz.

Fale claramente, em velocidade normal, de frente para a pessoa surda. É importante para ela enxergar sua boca.
Use gestos e expressões faciais. Mudanças do tom de voz indicando sarcasmo ou seriedade não podem ser compreendidas pelos surdos.
Se um surdo estiver acompanhado de intérprete, fale diretamente ao surdo, não ao intérprete.
Ao conversar com uma pessoa surda, mantenha contato visual. Se você dispersar o olhar, para ela a conversa pode ter acabado.
Se você quiser falar com um surdo, chame sua atenção, sinalizando ou tocando no seu braço.
Se você não entender o que um surdo está falando, peça para repetir. Se mesmo assim não entender, peça para ele escrever. O importante é comunicar-se.
5. Deficiência física (em cadeira de rodas)
Não se apóie na cadeira de rodas. Ela é como a extensão do corpo da pessoa.
Se quiser oferecer ajuda, pergunte antes e nunca insista.
Caso aceite a ajuda, deixe o deficiente físico dizer como quer ser ajudado.
Não receie usar palavras como "correr" ou "caminhar". Os portadores de deficiência também as usam.
Se a conversa for demorar, sente-se no mesmo nível do olhar do usuário da cadeira de rodas.
Ao ajudar um usuário de cadeira de rodas a descer uma rampa ou degrau, use a marcha a ré. Isso evita que a pessoa perca o equilíbrio e caia para frente.
6. Deficiência física (com muletas)
Antes de ajudar, pergunte se a pessoa quer ajuda e como a quer.
Acompanhe o ritmo de sua marcha.
Tome cuidado para não tropeçar nas muletas.
Deixe as muletas sempre ao alcance da pessoa portadora de deficiência.
Fonte: www.transportes.gov.br

Comportamento dos pais diante da deficiência de um filho!!


Caro leitor,
O texto abaixo foi extraído do site Bengala Legal.
Psicologia Diferenciada
 Se eu não podia ser como as outras pessoas, pelo menos seria eu mesmo, da melhor maneira possível“. (Christy Brown – My Left Foot- Filme: Meu pé esquerdo)

Psicologia da Diferença
Por Renata do Carmo de Assis Trugillo
Grande parte da psicologia do deficiente está intimamente ligada à psicologia social, ou seja, da interação desse indivíduo com outras pessoas e no ambiente próprio de cada um. Dessa forma, o indivíduo portador de alguma deficiência será menos limitado pela sua deficiência que pela atitude da sociedade em relação à deficiência.
Há uma história espanhola que pode ilustrar isto. Fala a respeito de uma terra em que seus habitantes um a um passam a desenvolver caudas. Os primeiros habitantes que passam a desenvolver tal coisa, semelhante a dos macacos, fazem o que podem para escondê-la. Desajeitadamente enfiam suas caudas em calças e camisas largas a fim de ocultar sua estranheza. Mas ao descobrirem que todos estão desenvolvendo cauda, a história muda de forma drástica. Na verdade, a cauda revela-se de grande utilidade para carregar coisas, para dar maior mobilidade, para abrir portas quando os braços estiverem ocupados. Estilistas de moda começam a criar roupas para acomodar, na verdade, acentuar e libertar as recém-formadas caudas. Logo começam a usar adornos para chamar a atenção a esta novidade. Então, de repente, aqueles que não desenvolveram caudas são vistos como esquisitos e começam freneticamente a procurar formas de esconder tal fato comprando caudas postiças ou retirando-se completamente da sociedade de “cauda”. Que vergonha, não ter cauda!
Essa influência da sociedade em excluir o diferente pode ser observada no comportamento de crianças pequenas que parecem não terem sido influenciadas pelos padrões da sociedade. Brincam livremente com as crianças diferentes: somente após incorporarem os padrões culturais de perfeição e beleza é que passam a zombar da criança de olhos vesgos, do garoto chamando-o de “retardado” ou imitando a gagueira ou a deficiência física dos outros. É a atitude da sociedade, na maior parte das vezes, que definirá a deficiência como uma incapacidade e é o indivíduo portador de deficiência que sofrerá as consequências de tal definição.
A Família
Do momento em que nasce uma criança com deficiência e esta é trazida para a casa, o clima emocional da família se transforma. Grande parte da reação inicial a esta notícia será determinada pelo tipo de informação fornecida, a forma como ela é apresentada e a atitude da pessoa que faz a comunicação. Estes aspectos citados serão bastante relevantes podendo determinar a aceitação desta criança no núcleo familiar. É pouco adequada a atitude dos pais em tentar disfarçar os fatos a fim de amenizar o choque dos familiares, principalmente em relação as crianças que conhecem tão bem a “psicologia” dos pais e sentem quando estão sendo enganadas.
Todos os pais que aguardam o nascimento de um filho idealizam essa criança que está por vir ao mundo, seja nos aspectos físicos ou comportamentais deste novo ser. Nos primeiros dias após o nascimento da criança é importante que os pais possam conciliar a imagem do bebê que formaram no período da gravidez (bebê idealizado) com as impressões que elas passam a ter deste bebê real. No caso de casais que venham a ter uma criança com qualquer deficiência este momento é muito mais difícil. Assim, alguns mecanismos de defesa surgem no psiquismo destes pais e são manifestos em comportamentos tais como:
Negação
Pais negam a importância do problema. Após alta da maternidade médicos encaminham para avaliação em centro de reabilitação e os pais não realizam tal coisa.
ProjeçãoPais projetam a culpa sentida por eles próprios em pessoas próximas, geralmente nos profissionais envolvidos com a criança. Em alguns casos, colocam a culpa no próprio cônjuge.
Rejeição
  • Pais afastam-se do bebê, não por que não se preocupem, mas porque é doloroso demais preocupar-se tão profundamente e sentir-se ao mesmo tempo tão completamente impotentes.
  • Os filhos, cujos pais apresentam esse comportamento de rejeição podem desenvolver sentimentos que interfiram em seu comportamento tais como: ansiedade, tensão, sentimentos de inferioridade, auto conceito negativo, insegurança, falta de confiança em si, falta de iniciativa.
Psicologia DiferenciadaSuperproteção
Mãe (geralmente nota-se esse tipo de comportamento nas mães) não permite que o filho sofra o mínimo de frustração que é importante para o seu desenvolvimento. Dessa forma, ela deixa de lado sua vida e passa a dirigir toda a sua atenção a esse filho. Frequentemente essa mulher passa a ter dificuldades no seu relacionamento conjugal e com os outros filhos. Ela não se sente digna de ter um momento para si, não consegue uma descarga adequada para as suas tensões e seu conflito aumenta.
A criança que a mãe manifesta esse tipo de conduta pode desenvolver comportamentos como: possessividade e egocentrismo, baixa tolerância à frustração, revolta ou apatia. É comum observarmos nesses pais sentimentos naturais de medo, dor, desapontamento, culpa, vergonha, frustrações e uma sensação geral de incapacidade e impotência. Todos esses sentimentos são naturais, pois são raros os seres humanos que poderiam aceitar de imediato um filho portador de uma deficiência.
A Pessoa com Deficiência
No que se refere a personalidade, não existe um tipo ou tipos que definam os indivíduos com de deficiência. O único ponto em comum entre as pessoas com deficiência é a própria limitação, ou seja, todos apresentam um déficit que os discrimina da população “normal”.
A deficiência física ou sensorial será vivenciada de formas diversas de acordo com a estrutura de personalidade de cada um. Assim alguns encaram a deficiência como um DESAFIO a ser superado com novas formas de adaptação, busca de outros referenciais. Outros mostram reações negativas de acomodação à situação com momentos depressivos e de angústia.
De uma forma geral a deficiência significa limites de ação e expansão pessoais e, consequentemente, pode acabar por segregar o indivíduo do convívio social afastando-o das oportunidades normais de realização (pessoal, profissional, social, afetiva, etc.).
A pessoa com deficiência tem as mesmas
 necessidades de qualquer outro indivíduo. 
Ele necessita ser amado, valorizado e sentir-se 
participante 
do grupo familiar e social. 
Incentivado pode tornar-se um adulto integral e 
produtivo.

Mães e filhos especiais: reações, sentimentos e explicações à deficiência da criança – ABAIXO A PARTE FINAL!!



Filhos com deficiênciaCaro leitor,
Durante as próximas semanas acompanhe o artigo “Mães e filhos especiais: reações, sentimentos e explicações à deficiência da criança” das pesquisadoras Fabíola Brunhara e Eucia Beatriz Lopes Petean. Segue abaixo o resumo do artigo.
Resumo
O nascimento de uma criança deficiente traz nova realidade à família. O objetivo foi apreender quais reações, explicações, sentimentos e expectativas as mães exprimiam frente à notícia da deficiência do filho. A amostra caracterizou-se por 25 mães encaminhadas ao Aconselhamento Genético da FMRP- USP, entrevistadas individualmente sobre um roteiro semi-estruturado. Delas, 38% estavam entre 20/25 anos e 1º grau incompleto (71 %). As crianças 52% com até 1 ano. Os diagnósticos: 24% Síndrome de Down e 20% sem diagnóstico. Os dados – Análise de Conteúdo Temática – demonstraram que ao receberem a notícia as mães ficaram chocadas. Manifestaram sentimentos de negação, tristeza, resignação, revolta. Explicaram a problemática cientificamente e por crendices populares. Negaram a deficiência. Apresentaram expectativas à cura.Independente da problemática, a notícia choca. Há dificuldade em aceitar o diagnóstico e constante busca de cura. Os profissionais devem conhecer as condições emocionais lidando, assim, efetivamente com a realidadede cada família.
O nascimento de uma criança com deficiência traz um nova realidade para a família. De acordo com MacCollum (1984) os pais experimentam a perda das expectativas e dos sonhos que haviam construído em relação ao futuro descendente.
A extensão e a profundidade do impacto deste nascimento são indeterminadas, depende da dinâmica interna de cada família e do significado que este evento terá para cada um (Faber, 1972).
No entanto, a família acaba procurando meios de se adequar à nova realidade. Desenvolvem duas maneiras de lidar com a informação: enfrentando e reagindo (Miller, 1995). Enfrentar significa fazer aquilo que é preciso, lidar com problemas e avançar. Reagir significa lidar com emoções que incluem desde confusão até o medo da incompetência.
Todos vivenciam o choque e o medo com relação ao evento ou ao reconhecimento da deficiência, bem como a dor e a ansiedade de se imaginar quais serão as implicações futuras. Todos experienciam a perda que gera desapontamento,frustração, raiva, à medida que desaparecem a liberdade e o tempo para o lazer (Vash, 1988).
Enfim, sentir-se responsável pelo problema do filho, conformado ou revoltado é uma forma detentar elaborar o que deu errado. Assume-se a culpa,o conformismo e a raiva porque quando existe um culpado, ao menos existe uma explicação.
Ao contrário, os pais podem se defender simplesmente negando. A negação é um mecanismo de proteção amplamente discutida na literatura(Buscaglia, 1993; Petean, 1995; Petean &Pina-Neto,1998) Apresentando-se quase sempre de duas formas. A negação escolhida, caracterizada por um pensamento do tipo “se eu ignorá-la, talvez vá embora”. A negação inconsciente quando realmente se olha para os fatos e não consegue percebê-los como verdadeiros (Miller, 1995).
Esses sentimentos e processos pelos quais passam os pais vão interferir diretamente na aceitação da criança. Os pais ao perderem o filho desejado podem, imersos em seu sofrimento e não elaborando o luto, estarem impedidos de estabelecer um vínculo com o bebê real. Podem fazê-lo, por exemplo, com o bebê desejado e perdido, ficando, assim, prisioneiros da melancolia. Ou podem, paradoxalmente, estabelecer o vínculo com a deficiência e não com o filho deficiente, ou seja, suas relações estarão baseadas no fenômeno e não na criança, nas práticas terapêuticas e não nas necessidades humanas(Amaral, 1995).
Torna-se, assim, de suma importância, a maneira pela qual os pais vão explicar a causa da deficiência de seus filhos – a compreensão do significado do problema.
Conforme vão superando e sobrevivendo à deficiência, começam a criar expectativas que vão de positivas à negativas. Esperam desde o desenvolvimento da criança até a completa incredibilidade em relação a situação do filho (Omote,1980). É interessante notar que essas expectativas também podem ser influenciadas pelas explicações que constróem como causa da deficiência (Brunhara& Petean, 1998). Independente da explicação que possuem, as mães esperam que o desenvolvimento do filho melhore ou seja normal. O desejo de cura é uma constante (Petean, 1995).
Para os profissionais envolvidos com as famílias de pessoas portadoras de deficiência, é de suma importância que tenham o maior conhecimento possível das dinâmicas pelas quais passam estas famílias para se instrumentalizarem emocional e racionalmente, uma vez que a literatura (Regen ecols., 1993; Omote, 1980; Petean, 1995; Petean &Pina-Neto, 1998) tem enfatizado a necessidade de que esses pais recebam o maior número possível de informações, que tenham suas dúvidas esclarecidaspara que possam decidir com maior segurança os recursos e condutas primordiais para o bom desenvolvimento de seu filho.
Objetivo
O objetivo desse trabalho foi o de apreender as reações, explicações, sentimentos e expectativas que os pais de crianças portadoras de deficiência exprimiam frente à notícia da possível deficiência e/ou anomalia genética de seus filhos.
Método
Sujeitos
Foram entrevistadas vinte e cinco mães encaminhadas ao Serviço de Genética Médica daFaculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo para Aconselhamento Genético constando de diagnóstico, prognóstico e orientação. Destas mães, vinte e uma tinham filhos com suspeita de serem portadores de deficiência e/ou anomalia genética. As outras quatro mães estavam sendo encaminhadas para diagnóstico de Futura Descendência, ou seja, situações em que o casal vem para Aconselhamento Genético, o filho afetado já faleceu e, portanto, o objetivo do estudo é especificamente determinar os riscos para futura descendência do casal (Pina-Neto, 1983).
Coleta de dados
Tendo em vista os objetivos da pesquisa, de apreender dados relativos à sentimentos, percepções de experiências passadas dos sujeitos, dados que estão”dentro” dele e que de acordo com Cannell & Kahn(1974) só ele é capaz de informar, optou-se por realizar entrevistas semi-estruturadas utilizando um roteiro com tópicos (temas ou núcleos) relacionados e direcionados para tais objetivos. O roteiro configurou-se por seis temas: dados pessoais; sobre o nascimento; informações sobre o serviço; conhecimento do problema; aspectos emocionais; e informações gerais sobre o casal.
As entrevistas foram realizadas por um profissional/psicólogo antes da primeira consulta médica no serviço.
Análise dos dados
Optou-se pela análise qualitativa uma vez que segundo Biasoli-Alves & Dias ( 1992), “apesar de não desenvolver quantificação dos dados não perde com isso o rigor científico”.
Para iniciar a análise – Análise Temática de Conteúdo – retoma-se os objetivos, realiza-se uma leitura exaustiva das entrevistas com o intuito de deixar-se impregnar pelo seu conteúdo. Nessa fase determinam-se os recortes, a forma de categorização, e os conceitos teóricos mais gerais para orientação da análise (Minayo, 1993).
Assim ficaram estabelecidos os seguintes recortes: reações das mães quando receberam a notícia da possível deficiência do filho; as explicações para o problema; os sentimentos vivenciados; e as expectativas quanto ao futuro. A seguir foram construídas as categorias e as mesmas foram então definidas.
De acordo com a forma de análise proposta, não houve a preocupação de quantificação dos dados em termos de freqüência. Assim, todas as categorias referentes aos temas serão apresentadas.
A identificação das famílias foi realizada atribuindo-se números às mesmas, aleatoriamente, de um a vinte e cinco, e posterior diagnóstico da criança. Por exemplo: Fl – Síndrome de Beckwith-Wiedeman.
Caracterização da Amostra
Filho com deficiênciaA amostra caracterizou-se por vinte e cinco mães que foram encaminhadas ao Ambulatório de Genética Médica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP. Destas mães, quatro não possuíam filhos pois vieram ao serviço para diagnóstico de Futura Descendência com histórico de abortos de recorrência. Da amostra total, 40% das mães tinham idade de 20 a 25 anos ao nascimento do filho afetado ou dos abortos; e 24% tinham idade de 25 à 30 anos.  A maior parte, 72%, apresentou nível de escolaridade de 1º grau incompleto, seguido de 2° grau incompleto, que teve uma porcentagem de 12%.
Em relação às vinte e uma crianças, onze ou 52,38% da amostra chegaram ao Ambulatório com até um ano de idade, seguido de cinco crianças (23,80%) com idade entre dois e três anos. Onze crianças são do sexo masculino (52,38%) e dez (47,62%) do sexo feminino. A ordem dos nascimentos demonstra que 32% delas são primogênitos, 28% segundos filhos, sendo que 16% das crianças quarto filho ou mais. Quanto ao planejamento da gravidez, da amostra, 60% das mães não planejaram engravidar do filho afetado.
Os diagnósticos definidos durante o Aconselhamento resultaram em cinco crianças (23,80%) com Síndrome de Down, duas com Síndrome de Silver-Russel (9,52%), duas (9,52%) com hidrocefalia e também duas (9,52%) crianças com Retardo do Desenvolvimento Neuro-Psico-Motor (RDNPM). Do total das crianças, quatro(19,04%) permaneceram sem diagnóstico definido após um ano e meio de atendimento na genética.
Resultados e Discussão
A análise das entrevistas demonstrou que as mães reagiram a notícia da possível deficiência do filho intensamente. As reações eram concomitantes à notícia mas não seguiram uma ordem pré-estipulada, sendo que uma não excluía necessariamente a outra. As mães passaram por:
Choque: “Quando a médica falou fiquei chocada. Fui ao telefone e liguei para ele (marido).Pedi para ele vir para o hospital. ” (F4 – Síndrome de Down)
O choque pode ser definido como um abalo emocional (Ferreira, 1988). Para Drotar (1975) é uma interrupção abrupta dos estados emocionais usuais, que rompe com o equilíbrio de cada um. É descrito como uma situação de torpor, uma sensação de impotência e sentimento de desamparo.
A análise dos dados das entrevistas demonstrou que qualquer dúvida levantada em relação às condições de saúde física e/ou mental da criança deixou as mães chocadas. Elas relataram esta reação aliando-a a sentimentos de perda e de pesar. Perda do filho sonhado e pesar pelo próprio desapontamento, pois se sentiam logradas ao direito do filho perfeito, ficando sem saber como proceder no momento da notícia.
Tristeza: “Fiquei triste, a gente estava preparado para uma coisa aconteceu outra… a gente esperava um filho perfeito, faz lembrancinhas, as pessoas vão visitar e ela (criança) não estava em casa. ” (F25 - Hidrocefalia)
A tristeza é um aspecto revelador de mágoa ou aflição (Ferreira, 1988). No momento da notícia, as mães disseram-se tristes, decepcionadas e frustradas frente à ausência da satisfação do desejo do filho idealizado. Como na amostra de Miller (1995) as mães lastimaram as mudanças concretas que estavam precisando fazer na sua vida. Outro aspecto importante é a “tristeza crônica”, um sentimento que nunca é superado e freqüentemente revivido: aniversários, idade de entrada na escola, etc, trazem à tona o que poderia ser e não é.
Resignação: “Deus quis assim a gente tem que se conformar… Se Deus quiser liberta ele” (F6- Distrofia Muscular Progressiva Tipo Duschenne)
A resignação é encontrada como a renúncia espontânea de uma graça; a submissão paciente aos sofrimentos da vida (Ferreira, 1988). Apareceu acompanhada por sentimentos de passividade, de conformismo, de valores religiosos e misticismos. Pode estar influenciando na aceitação da criança e na visão que a mãe construirá da deficiência do filho. O risco se faz presente a partir da crença de que não há mais nada a se fazer pela criança omitindo-se, minimamente, aos tratamentos necessários.
Revolta: “a égua (médica) falou que ele (criança) tinha Down, que não ia andar, não ia falar. Quase bati nela, joguei pela janela…” (F4 -Síndrome de Down)
A revolta, grande perturbação moral causada por indignação, aversão e repulsa (Ferreira, 1988) é uma reação manifestada frente a uma situação não esperada sobre a qual não se tem controle. Esta revolta foi expressa pela aversão à criança, ao cônjuge, à Deus, aos profissionais que estavam envolvidos com a família, enfim, à terceiros. Funciona como uma válvula de escape para a cólera que sentiram pela injustiça do problema de seus filhos.
Busca: “Quando fiquei sabendo, queria saber de tudo: risco de vida da criança, conseqüências, como a criança seria, quis conhecer a APAE… “(F19 – Hidrocefalia).
A busca resulta na necessidade de procurar respostas e formas de auxiliar frente à algo que inc-moda ou requer cuidados. Boyd (1950), pai de uma moça excepcional, coloca a busca como uma etapa em que parou de pensar menos em si próprio, para passar a pensar em sua filha. Como as mães entrevistadas, começaram a apresentar necessidade de enfrentar a anomalia da criança, fazendo com que procurassem especialistas e instituições, ou seja, respostas aos seus mais variados questionamentos, crendo, assim, na volta de um certo controle para suas vidas.
Em relação à causa da deficiência, as mães buscam fundamentos científicos, religiosos e populares para explicá-la:
Científicas corretas: “os médicos falaram: um problema na hora que o espermatozóide encontra o óvulo. Aconteceu algo, deu um acidente” (F4 -Síndrome de Down)
São respostas que se fundamentam nas Leis e Princípios aceitos na Biologia Humana e na Medicina (Pina-Neto, 1983). Foram as explicações que as mães ofereceram corretamente tais quais as explanações dos profissionais que lidam com a criança.
No entanto, observou-se que apesar das mães relatarem tais explicações, não deixaram de acreditar em seus próprios argumentos. Um dado que fala por si só é o da F9 (RDNPM): a mãe explicou a problemática da criança em termos científicos – “porque ele é prematuro, nasceu de 6 meses ” — mas não deixou de colocar também como causa “porque quando estava com 4 meses caiu na creche e isso causou o problema ” – resposta categorizada como Crendice Popular – demonstrando, assim, a força das crenças pessoais de cada um.
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